O site de transparência da Assembleia Legislativa não parece ser tão cristalino assim. Ao tentar fiscalizar alguns dados de finanças e de projetos para incluir em uma reportagem, escorreguei várias vezes até colher os números necessários. As abas e as informações são pouco funcionais e intuitivas.
Para extrair as quantias das cotas parlamentares, por exemplo, precisei da paciência de um monge. Depois de apanhar (d)os dados de todos os deputados, percebi que a certa altura o site começou a fornecer as informações do ano passado, ou seja, da legislatura anterior. Trabalho braçal em vão – tive que refazê-lo.
A aba dos projetos também é um problema. Ela não é separada em ordem cronológica. E como eu queria fiscalizar os três primeiros meses de nossos representantes, precisei verificar todos os tipos de deliberações e marcar a data de início e de término para chegar onde queria. Nada prático.
O funcionamento da Assembleia Legislativa é complicado, vê-se pelo seu regimento interno. Muitos pormenores e burocracia demasiada para legislar. Mas, se o site pretende ser transparente, que o faça, oras. Simplesmente jogar os dados nas páginas não é clarear a cabeça do cidadão leigo, é dificultar o entendimento da prestação de contas – não só financeiras.
Parece até de propósito.
Eu que trabalho nesta área política sei bem disso. É uma burocracia qualquer coisa, até para acertar estes "erros" propositais ou não.
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